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Duplicar o número de associados (cerca de 286 actualmente), lançar um site, proporcionar aconselhamento jurídico aos sócios, protocolar benefícios para os membros com Federação, Liga e Formand, bem como parcerias com outras instituições, nomeadamente de Ensino Superior e de Espanha, são as primeiras linhas de acção traçadas pelos novos órgão sociais da Associação de Treinadores de Andebol de Portugal (ATAP), que tomaram posse em Portimão.
“O primeiro passo é reorganizar e reabilitar a associação de treinadores, para mostrar que estamos vivos e que podemos ter muitas coisas boas a dar à modalidade”, começa por referir o presidente Ricardo Tavares, especificando os motivos que levaram à criação desta Direcção: “Após várias conversas com os meus colegas de Direcção e outros treinadores, concluímos que, de facto, é necessário fazer chegar mais informação aos técnicos e permitir que o treinador seja uma voz activa no desenvolvimento do andebol. Só haverá melhores jogadores com melhores treinadores, e melhor competição, se os técnicos tiverem uma palavra a dizer”.
O primeiro passo, salienta, é a activação do site, através do qual será possível “prestar serviços na área técnica, nomeadamente através de trabalhos especializados de profissionais da modalidade ou de estudantes”.
Os quadros competitivos é outra área onde os treinadores gostariam de estar envolvidos. “Queremos ser ouvidos, dar a nossa opinião”, diz Ricardo Tavares, admitindo, ao mesmo tempo, a necessidade de olhar para dentro: “Temos de mostrar que estamos vivos e que pretendemos melhorar o andebol. Apesar de sermos uma parte importante nesse processo, somos os últimos a ser ouvidos, ou seja, dizem-nos «o quadro é este, agora desenrasca-te». Por outro lado, não é possível ouvir mil treinadores, por isso temos de nos organizar”. DESENVOLVIMENTO NÃO PODEMOS APENAS DIZER QUE AS COISAS ESTÃO MAL É chegada a altura, segundo o recém-empossado presidente da ATAP, de passar das pala -vras às acções: “Não podemos apenas dizer que as coisas estão mal. Se queremos um andebol melhor, está na altura de dizermos o que pensamos estar mal, mas também que queremos ajudar. Só essa disponibilidade nos dá legitimidade para dizer o que está mal”. Instado a comentar se considera imprescindível que outras associações da modalidade assumam um papel activo no desenvolvimento da mesma, o responsável responde: “Julgo que sim, é necessária mais acção, sem dúvida. A APAOMA já é uma voz activa e penso que a AJAP devia também estar mais organizada, pois são os jogadores que fazem o espectáculo. Sei que é difícil, devido à falta de tempo, mas é uma questão de esforço”. A realização de eventos, como um Congresso, por um exemplo, durante as Fases Finais da Taça da Liga e da Taça de Portugal, e a criação de uma revista são outros projectos da renascida entidade. Dos protocolos a estabelecer com Liga, Federação e Formand, a ATAP pretende que resultem benefícios financeiros ao nível da entrada em acontecimentos desportivos em acções de formação. Entretanto, Ricardo Tavares adianta terem sido já pedidas audiências com a Confederação de Treinadores, a Liga Profissional, a Federação e a Secretaria de Estado. www.onortedesportivo.com |